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Direito no Cárcere: NPN-RH realiza atendimentos de consultoria de currículo e preparação de entrevistas

Projeto busca oportunizar aos alunos práticas relacionadas a área de RH e na prática humanizada

Os monitores do Núcleo de Práticas em Negócios do projeto NPN-RH, sob a coordenação dos professores Carmem Castro e Jhony Moraes, realizaram os atendimentos de consultoria de currículo e preparação para entrevistas, com 20 apenados do Projeto Direito no Cárcere, coordenado pela advogada Carmela Grune. A ação aconteceu no dia 28 de setembro.

O projeto busca oportunizar aos alunos práticas relacionadas a área de RH e na prática humanizada, permitindo que os alunos não só coloquem em prática os conhecimentos das disciplinas, mas que exercitem responsabilidade social, direitos humanos e cidadania.

Para a egressa do curso de Gestão de Recursos Humanos e Monitora do NPN-RH, Eliane Paz Ferreira, a experiência "foi muito gratificante e uma forma de desmistificar o que conhecemos sobre o presídio, pois escutamos várias histórias e aprendemos que cada um tem seus motivos para estarem lá. É um projeto muito importante para ajudar os participantes do projeto, para quando chegarem a voltar a sociedade encontram muitas barreiras e poder ajudar de alguma forma e muito importante", relata.

"Sou monitora do Núcleo de práticas RH da FADERGS e tenho um prazer enorme em auxiliar na ressocialização dos apenados preparando-os para o trabalho. Seja em uma revisão de currículo ou em uma orientação para entrevista, essa é a forma que encontramos de ajudar a prepará-los para enfrentar as dificuldades que virão ao sair do cárcere”, conta a Monitora e aluna do curso de Gestão de Recursos Humanos, Elise Oliveira dos Reis. A estudante já participou do projeto em ação voluntária na Cadeia Pública de Porto Alegre, “confesso que eu não tinha sequer conhecimento do que iríamos encontrar atrás das grades e muros. No entanto, fiquei extasiada com o acolhimento que tivemos dos detentos, com o cuidado e empatia que do Projeto Direito do Cárcere, um trabalho que não é fácil, mas apresenta um o propósito incrível de resgatar a dignidade durante e após o cárcere”, relembra Elise.

></p><p class=O professor Jhony Moraes, um dos responsáveis pelo NPN-RH, destaca que "ter a oportunidade de participar deste projeto no Presídio Central de Porto Alegre, orientado pelo NPN, é algo transformador. Primeiro, porque possibilita desenvolver uma autocrítica e a reflexividade sobre estigmas e viéses inconscientes; segundo, porque é uma forma de poder contribuir e trocar experiências e conhecimentos sobre a vida e, principalmente, voltados ao mercado de trabalho - uma vez que é o foco da iniciativa. Terceiro, porque é uma nobre maneira de (des)construção do que vem a ser, numa espécie de generalização, o sistema prisional (suas camadas, especificamente na realidade vivenciada)".

Já estão previstas outras atividades para esse ano, dessa vez com os integrantes da Ala Trans, em parceria com os alunos do NPJ.


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